segunda-feira, 12 de julho de 2010

Once again, i'm in love with fairytale

Não sei o que pretendo com isso, no entanto já estou arrependida. Não sei se você não merece o jeito que tenho pensado em você, só sei que não vale a pena. Definitivamente não vale a pena quando eu já sei o final. Eu e minha mania de impossível.
Mas tudo parece tão certo que eu vejo você, eu e o futuro. E seria perfeito se a sua atração não fosse sazonal e fosse por mim. Queria muito que a falta de palavras, que o excesso de contato, que a carência de afeição fossem reais, mas não são. Vou acabar com isso antes que saia do meu controle, antes que percebam antes que seja irreversível.
Nós daríamos certo juntos, a curto, médio e longo prazo. Se eu não fosse eu. Tenho que parar de te ver como meu Fitzwilliam Darcy, porque não sou sua Elizabeth Bennet. É triste saber como seria, só que nunca seria perfeito se você não tivesse espaço para suas fantasias. E elas simplesmente não me incluem. Tem tudo para não ser, ainda assim eu estava me apaixonando. Mais uma vez não pela realidade, mas por todos os meus 'se'.

sábado, 19 de junho de 2010

Fingerprints on you

A primeira vista, as primeiras tímidas palavras, as primeiras coisas em comum. Os primeiros sorrisos, os primeiros caminhares juntos e eu já uso seu casaco, você já canta do meu jeito. A timidez se transforma em cumplicidade, amizade e vai ficando mais próximo e próximo.
Você sabe como eu me sinto num olhar, não precisamos de palavras. E eu não preciso pedir por um abraço, você simplesmente sabe o momento certo. Dividimos palavras bonitas que não são nossas, dialogamos sobre realidades distantes que não são suas, sonhamos sociedades idealizadas e desejamos um mundo melhor. A essa altura eu já uso as suas palavras, você abusa das minhas expressões, eu já tenho as suas músicas e você conhece as minhas razões.
Então, sem perceber, os abraços não são mais o bastante, todo tempo já não é suficiente. Vai surgindo aquela pequena palavra. Balbuciado, trêmulo e amedrontado amor. E vão surgindo beijos, desejos e a saudade que dá. Dividimos motivos, razões, opiniões, gostos e aquela parte do corpo que eu arranquei de você. Cuide bem do coração que você roubou, porque é ele que faz eu e você sermos nós.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

every me

Sem inspiração, sem vontade, sem tristeza, sem mentira e sem verdade, é assim que tudo isso vai. Queria falar algo profundo, queria colocar em prática tudo que li, tudo que sei, tudo que entendo, tudo que creio, tudo que duvido, mas não sei como lidar com tudo isso. Acontece quando você tem milhares de eu em você.
Quero ser egoísta, quero ser mais eu, quero não olhar para o lado. Não preciso de amor, não preciso de ninguém e então minhas futilidades seriam minha companhia. Quero ser humanitária, quero ser mais os outros, quero estender as mãos para todos os lados. O mundo precisa de caridade e, se eu posso, devo ajudar. Quero ser espiritualizada, quero entender o cosmos, quero ver mais beleza nas coisas simples, quero praticar meu conceito de theos. Eu não preciso e não quero a teologia burra da prosperidade, o conceito de Deus vai muito além do que Ele pode lhe dar, vai muito além de uma doutrina cristã-judaica. Quero ser mais sábia, quero saber mais coisas, quero conhecer todos os sabores e gostos do mundo e das pessoas ao meu redor. Quero ser mais brasileira, ter mais orgulho do que sou, do que tenho, do que é a minha terra muito além das épocas de futebol. Quero ser mais mundial, pensar no que serei, no que terei, perder as fronteiras do subdesenvolvimento, não numa visão político-econômica, mas num âmbito cultural. Quero ser pequena, para poder caber nos seus braços, para poder chamar a tona todos os seus instintos protetores. Quero ser grande para abraçar, manter e defender aqueles futuros pequenos braços. Quero tudo e quero pouco, quero o mundo e quero agora.
Queria muito poder avançar no tempo e poder saber antecipado a massa tosca que vai surgir deste caos.

sábado, 15 de maio de 2010

Like it's forever.

Muita gente passa na nossa vida. Algumas são para ficar, outras não. Algumas fazem diferença mesmo que não haja uma amizade ou qualquer maior relação, outras se tornam amigas e são tão facilmente esquecidas. Algumas são para festas, brincadeiras e pegações. Outras são para desabafar, pedir ajudar, chorar. Algumas você pensa que vai ser para sempre, mas não são. Normalmente o para sempre se dá nas mais incertas, mais cheias de brigas, mais cheias de erros. Porque é assim que vocês aprendem a se ajudar, se entender, se aceitar. Algumas você nem vê começar, outras você quer que aconteça. Algumas são mais fortes do que esperado e outras vão se desmanchando com o tempo. Algumas entram na sua vida a partir de outras e vão ficando... Outras saem da sua vida por bobagens e vão se afastando.
Amizade. Tão incerto, imprevisível e inexplicável. Ontem você era minha irmã, hoje pensar em você e nas suas palavras me machuca. Ontem éramos inseparáveis, hoje em dia mal nos cumprimentamos. Ontem éramos para sempre, hoje somos um sorriso sem graça na presença de outros. Ontem éramos inimigas, hoje eu te tenho como uma irmã.
Amizade é isso. Fazer enxergar que nem tudo é ruim, ouvir, chorar, rir, brincar, beber, cuidar, brigar, tudo junto, agora e ao mesmo tempo. Sonhar com dias futuros, mesmo que eles não existam. Viver como se fosse para sempre mesmo que não seja. E lutar para que seja com todas as forças até o fim. Hoje quando eu cheguei em casa, eu entendi o porque de muita coisa. Amizade é isso e eu estou aqui por vocês, para vocês, assim como eu sei que vocês estão aqui para mim. Para consolar, ouvir, confessar e falar merda. E depois de tanto entender, eu preciso dizer: eu amo vocês. Obrigada por tudo, por nada e para sempre.

"Algumas pessoas lutam, algumas pessoas caem, outras fingem, não ligar para nada. Se você quiser lutar, eu ficarei ao seu lado. No dia que você cair, eu estarei bem atrás de você para recolher os pedaços. Se você não acredita em mim, olhe dentro dos meus olhos, porque o coração nunca mente".

domingo, 9 de maio de 2010

dreamer.

Duas pessoas sentadas ao chão. Ela brinca com o cabelo dele enquanto conversam por sussurros. A expressão de ciúmes pouco a pouco abrandada enquanto ela pergunta porque eles estavam falando assim. O seu sorriso é superficial e ele sabe tudo mesmo que ela não queira contar. Há uma terceira pessoa que eles não sabem e nem ligam sobre quem é. Ela olha para ele sem se iludir que ele lhe queira, tentando não notar seus olhos ou mesmo seu jeito, contando a si mesma que tudo aquilo é coisa de sua cabeça. Ele se levanta, entrelaça seus dedos aos dela e a ajuda a levantar. A diferença de alturas é notável, mas ninguém se importa.
-Eu vou cuidar de você.
Ele diz simplesmente antes de abraçá-la pela cintura, trazendo-a para mais perto de si. Fora a coisa mais nítida que ela ouvira dele em muito tempo. Não era um sussurro incerto, era uma convicta afirmação. Ela sente os lábios febris dele traçando um caminho por seu rosto até seus lábios, sente seus braços quentes apertando seu corpo contra o dele, traçando um caminho por seu rosto até seus lábios, sente suas próprias mãos acariciando-o. Perto dos lábios, ele hesita. Ela acorda.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

you're the only exception

E é por não te conhecer, que eu preciso te amar.

sábado, 1 de maio de 2010

The thunderstorm

Depois que as lágrimas se foram, a dor ficou. Ela sempre esteve aqui, pulsante e viva. Assassinando-me por partes, assim como o relógio. Lembrando-me que eu estou viva e me fazendo querer morrer. No entanto, me dá duas opções: viver ou assistir passar.
O único problema é que eu não tenho o direito de escolher. Nós estamos condenados a fingir que temos. Eu estou condenada a fingir que sou.