segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Desejo

Eu queria você aqui. Eu queria seus braços ao redor do meu corpo enquanto nós conversávamos besteiras ou não. Eu queria poder compartilhar com você as coisas que eu não permito ninguém mais ver. Eu queria sentir de novo meu coração bater forte, borboletas no estômago e as mãos suarem ao ver seu sorriso. Eu queria ser um ponto de segurança para você, assim como queria que você fosse o meu. Eu queria poder entrelaçar meus dedos nos seus de forma tão intrínseca que conectasse nossas almas. Eu queria que você me desejasse. Eu queria chamar sua atenção. Eu queria causar sua preocupação. Eu queria você olhando para mim, porque eu estou aqui. Tudo que eu só queria era você e eu, simples assim.
Mas este verbo nunca sai do pretérito imperfeito.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Segura essa

Eu te amo. É estúpido, idiota, errado, inconseqüente e inconcebível, mas é real. Você é real. Sem aperfeiçoamentos, nem edições mentais. Você por inteiro é amável, sempre foi. Com estilo, jeito e até gosto musical.
Engraçado que foi você quem eu sempre escondi.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ops.

Não sei por que, mas agora - tão fora de contexto - você voltou. Em toda sua complexidade e arrastando uma novela a mais. Porque se antes era certo o amor, hoje já não se tem certeza. E como tudo isso fica deste jeito agora? Você não é opção, é dúvida e eu tenho medo disso. Não por mim, por gente que pode se machucar no meio do caminho e os danos serão irreparáveis. Eu entendo o motivo de esconder.
Poucos minutos antes de entender com o que estamos realmente lidando, eu estava pensando. Não da mesma forma, mas pensando. Recitando mpb e respondendo a minhas próprias questões sem precisar da explicação de terceiros, mas depois de tudo há muito mais a considerar. Não para mim, é claro. O caso aqui nunca fui eu, nem nunca será. Caí nessa história sem nem ser chamada e agora tenho que lidar com as conseqüências... Conseqüências particulares que diante de tudo, sinto grata de ter. Se você arrasta novelas, eu arrasto meu drama privado. Iris.
Estranho tudo isso se passar e alguém não ver quando para mim está tudo tão claro. Cresce o desejo de ter a ilusão de novo enquanto me sento e espero os próximos capítulos. Eu estou agradecida por não estar envolvida? As proteções contra furacão estão erguidas na parede.

p.s.: não tente entender.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

When there are no words...

"Eu apenas comecei a trabalhar minha mágica, no entanto parece que eu estou perdida no mar. Nossas esperanças se tornam maiores agora, a cada hora a maré fica mais alta, mas sempre quase além do meu alcance. (...) Se eu apenas pudesse manter as musas sorrindo, nunca duvidando, eu estaria valsando num sonho sem fim. (...) Mas eu não consigo aguentar o pensamento de perder toda essa beleza que eu prometi nunca deixar ir.
Ficando sem tinta dourada, tudo é fictício. Pendurada em um mundo invisível... Tudo é fictício, fictício, fictício, finja tudo isso para mim. Ficando sem tinta dourada, tudo é fictício. Pendurada em um mundo invisível... Tudo é fictício, fictício, fictício, finja tudo isso para mim." (Golden ink - Elizabeth and the catapult)

Quando não há palavras para dizer o que sinto, começa a magia de deixar estranhos falar por si.

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

as times passes by

"O que começa como um indefeso trem de pensamentos, vagarosamente pode transformar-se em um vício a sonolência da desconexão e a ressonância da memória que não tem mais uma forma, mas mantém você entorpecido através das horas até que outro dia se foi." (Half sleep - SVIIB)

Você briga comigo porque eu estou jogando minha vida fora. Eu tenho dezesseis anos e grande parte do que vivi é parte de livros, de histórias que, apesar de valerem como realidade para mim, não são. Eu tenho plena consciência de que você está certo. Todos vocês estão. Eu só não tenho idéia de como mudar isso.
Então, por enquanto, eu vou perdendo tempo, vou perdendo vida para um dia se arrepender. Querer e não poder viver.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

running out of golden ink.

It's such a sad thing when heart pain become in real pain. At least, I can say that I'm feeling something when most of time it's just so numbed. However feeling pain is like get a slap when you wanted a hug so bad. But what I really want? It's so hard to find out.
It seems so right but I never felt that it was like fairytale. And even that I try, I can't stop waiting the day that it will be. By now it has been just about wait and wish, i can't help feeling that it'll never end. It never did any time before.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

we're half-awake

Atualmente tenho andado na filosofia do "penso, logo não durmo" mais do que gostaria. Não sei a quem culpar enquanto assisto minha mente vagar pelos mais diversos assuntos, nem sempre chegando a conclusões, na maioria das vezes encontrando mais dúvidas e desejos e as vezes me sentindo navegar sozinha quando o medo do desconhecido me atinge em ondas frias. Eu sinto que poderia enlouquecer. Vejo isso acontecendo quase constantemente.
Queria muito poder checar o futuro, voltar e me sentir em paz. Queria muito achar a chave que liga todos esses mistérios. Queria parar de me sentir tão perturbada com algumas idéias, achar a resposta para toda esta trama, sabendo que é impossível. Muitos melhores tentaram antes de mim e nem eles conseguiram... Por que faria eu? Não me impede a chegar em conclusões cegas, no entanto. Não sinto, não existe. Chega ao fim quando tudo que o representa acaba. Nós acabamos?
E entre filosofia, mitologia, religião e pesadelos transtornadores acho espaço para pequenos sonhos. Deixando minha mente divagar por aquilo que já rotulei como mentira ou para poucos e esperando um dia provar dela. Eros era feio, mas sentia. Psique era linda, mas apática. Completar-se, achar o que falta de você em outro. Talvez fosse mais fácil se fosse mesmo apenas isto; Talvez falte aqui a maior característica de Psique e esse seja o problema. Não sei e não faço questão de saber, me sinto ressentida em procurar.
Pela primeira vez toda esta confusão não me faz ficar desesperada ou vazar sentimentos de todas as formas. Não choro, não escrevo, não canto, não imagino, não desenho, não reclamo, não consigo fazer nada disso, só espero. Não sinto quando chega o sono depois de tanto pensar, só sei que dormi quando acordo de mais um sonho estranho. Não há nada mais para ser dito, não há significados maiores, não vai encontrar amor, amizade ou dor aqui porque é assim que eu tenho me sentido. Não vazia, semi adormecida. Perdida em meio ao caos esperando que este se parta com o tempo, tendo a certeza que cedo ou tarde isto vai acontecer.