Por que só você consegue me enxergar direito? Quem lhe deu direito de ver através de minhas muralhas? Por que eu acho que sem você seria mais fácil? Por que eu tenho certeza de quem sem você seria mais difícil? Por que você se importa? Por que me confunde? Por que me mata? por que não está aqui?
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Isto está ficando mais complicado do que eu esperava. Aceitar verdades, nunca fui muito boa nisto. Era melhor quando tudo se tratava de construir uma ou apenas acolher a que eu estivesse mais próxima de suportar. Me entender é mais complicado do que eu pensei e eu não sei se a ajuda vai ser suficiente.
Será que isto tudo vai me ajudar, afinal? Aceitar não é mudar. Conhecer não é aceitar. Eu ainda me sinto a mesma. É tão estranho se ver tão desconhecida de si mesma. Esqueça o que eu disse, sobre olhar a obra de um ponto de vista e vê-la como algo novo por completo. Não é um novo ponto de vista, são os olhos abertos. Parece novo porque é. É tão assustador.
Eu não sei como tentar. É tão mais fácil me esconder. Funciona tão bem. Tão bem que mesmo você acredita. Não tenho mais medo de estar sendo frívola. Sem querer, descobri que a coisa é bem pior do que eu pensei. Como alguém que curando uma febre, descobre um câncer.
Ainda há tanto a ser visto, escrito, vivido, mas eu simplesmente não consigo. Estou sufocada. Eu não sei se eu consigo. Eu não acho que vá conseguir.
domingo, 19 de junho de 2011
Crescida
A vida é uma surpresa. Descobri isto ao olhar para trás. E assim eu defino bem meu espírito ao entrar nesta nova idade.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
terça-feira, 24 de maio de 2011
Erro gramatical
Ah, eu achei que era ponto. Realmente achei que era ponto final. E comemorei como ponto, vi como ponto, sofri como ponto, sorri como ponto. Vi os créditos subirem, as considerações editoriais aparecerem, o bônus crescendo no canto da tela. Mission Complete. Depois de 1800 páginas, um final.
E não era ponto. Não final, pelo menos. Era parágrafo num novo tom. O início de uma nova estrofe. Se antes te amava e fazia o resto enquanto, hoje faço tudo e só te amo de vez em quando.
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Em três vidas inteiras
Meu coração acelera. Bate quente a despeito de sua pele fria. Cinco anos de espera, vinte segundos de abraço. Seu sorriso para sempre guardado em meus olhos que esperam por outros, outros e outros. Ai este meu amor, que cabe em três vidas inteiras... Vai embora a espera, a esperança, até mesmo o sentimento de que poderia ter sido melhor. Fica a saudade. Saudade do que eu agora conheço. Ai este meu sonho de olhos abertos... Que eu ao menos eu acorde novamente em seus braços.
sábado, 14 de maio de 2011
Rojo
As pessoas observam seu rosto seu expressão, os olhos ainda abertos e desfocados que encaram o nada, o sangue agora frio que fugiu das veias, o corpo agora vazio. Não imaginam o que havia acontecido ali. Não veem aquele homem como um pai, um filho, um amor, um irmão. Enxergam apenas a remota lembrança do que se tornou, porque o calor daquele corpo há muito fora embora carregando sua alma.
No fim, não fora uma luta entre dois homens, foram murros de ideias. Simplesmente porque não conseguimos aceitar o pensar dos outros, fomos feitos para a ditadura de nós mesmos. "Não levante a sua voz" gritamos. E no final, como julgar quem é certo? Porque esta certeza vem acompanhada de preceitos. E quais deles são neutros? Seguimos numa constante luta entre você e os outros. As vezes até você e você mesmo. Tanta coisa aqui dentro que eu não consigo colocar para fora.
No fim, foram dois homens inflamados um contra o outro. Uma guerra física em defesa do abstrato que mantinham em mente. Medo, dor, paixão, semelhantes, antagônicos e espelhados. E Vale a pena? Estou certo? O que é certo? Um amanheceu morto. Sem perspectivas, sonhos ou mesmo a ideia que o matou. Fará diferença? O que é verdade? Não há verdade. Não é pedida a aceitação, mas o entendimento; O mínimo respeito.
Assinar:
Postagens (Atom)