terça-feira, 26 de julho de 2011

Tamanho padrão

Pare!
Pare já de colocar as coisas em forma, de dizer que tudo é deste jeito quando você não sabe nada. Nem todo mundo reage do mesmo jeito as mesmas coisas, então não venha me dizer como eu deveria me sentir, como ele se sente. Pare com isto! Pare de tentar rotular sentimentos, ações. Só porque é para você, não é para mim. Todos ficam criando moldes e nós nos sujeitamos a eles ao invés de apenas nos deixar moldar pelo que somos. E no fim, somos nada. Sufocamos a nós mesmo e nos matamos aos poucos ao ver que é belo e aceitável por fora; mas e por dentro?
Você acha. O máximo que você pode fazer é achar. Então não julgue minhas ações e nem diga como eu devo me sentir. Eu me sinto do jeito que eu estiver por dentro e nem sempre isto é o que eu deixo transparecer. Então cale a boca e pare de se achar o dono da razão e do mundo, porque você não é.
Você sintomiza por medo de sentir. Sentir de verdade as garras perfurando o peito enquanto um amor é arrancado, as borboletas quando o amor cresce de novo. Você não tem que se encaixar, criança. Só sinta, se deixe levar...

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Intruso

Por que só você consegue me enxergar direito? Quem lhe deu direito de ver através de minhas muralhas? Por que eu acho que sem você seria mais fácil? Por que eu tenho certeza de quem sem você seria mais difícil? Por que você se importa? Por que me confunde? Por que me mata? por que não está aqui?
Isto está ficando mais complicado do que eu esperava. Aceitar verdades, nunca fui muito boa nisto. Era melhor quando tudo se tratava de construir uma ou apenas acolher a que eu estivesse mais próxima de suportar. Me entender é mais complicado do que eu pensei e eu não sei se a ajuda vai ser suficiente.
Será que isto tudo vai me ajudar, afinal? Aceitar não é mudar. Conhecer não é aceitar. Eu ainda me sinto a mesma. É tão estranho se ver tão desconhecida de si mesma. Esqueça o que eu disse, sobre olhar a obra de um ponto de vista e vê-la como algo novo por completo. Não é um novo ponto de vista, são os olhos abertos. Parece novo porque é. É tão assustador.
Eu não sei como tentar. É tão mais fácil me esconder. Funciona tão bem. Tão bem que mesmo você acredita. Não tenho mais medo de estar sendo frívola. Sem querer, descobri que a coisa é bem pior do que eu pensei. Como alguém que curando uma febre, descobre um câncer.
Ainda há tanto a ser visto, escrito, vivido, mas eu simplesmente não consigo. Estou sufocada. Eu não sei se eu consigo. Eu não acho que vá conseguir.

domingo, 19 de junho de 2011

Crescida

A vida é uma surpresa. Descobri isto ao olhar para trás. E assim eu defino bem meu espírito ao entrar nesta nova idade.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

People let you down. Oh, they screw with your head without thinking twice and make you feel like damn fucking shit. And so you wish everybody to die. But no one does. It's you who is left to die alone.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Erro gramatical

Ah, eu achei que era ponto. Realmente achei que era ponto final. E comemorei como ponto, vi como ponto, sofri como ponto, sorri como ponto. Vi os créditos subirem, as considerações editoriais aparecerem, o bônus crescendo no canto da tela. Mission Complete. Depois de 1800 páginas, um final.
E não era ponto. Não final, pelo menos. Era parágrafo num novo tom. O início de uma nova estrofe. Se antes te amava e fazia o resto enquanto, hoje faço tudo e só te amo de vez em quando.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Em três vidas inteiras

Meu coração acelera. Bate quente a despeito de sua pele fria. Cinco anos de espera, vinte segundos de abraço. Seu sorriso para sempre guardado em meus olhos que esperam por outros, outros e outros. Ai este meu amor, que cabe em três vidas inteiras... Vai embora a espera, a esperança, até mesmo o sentimento de que poderia ter sido melhor. Fica a saudade. Saudade do que eu agora conheço. Ai este meu sonho de olhos abertos... Que eu ao menos eu acorde novamente em seus braços.