quarta-feira, 18 de junho de 2014

Me afogando em lama. Pisando e afundando as botas, abaixando e mordendo a terra, engolindo sua textura mole sem deixar sobrar. Consumindo merda. Pilhas de palavras que não acabam de dizer nada e a mesma coisa. Eu sinto meu cérebro contrair-se e deixo estar. Morrendo para entreter, tão entediada quanto alguém pode estar.
Inteligente para estar, rude para mudar. Nunca equilíbrio ou antes prepotência? Nervos de chaleira quente prontos para chiar. Qualquer pingo d'água é a última gota. De certa forma, aquela pessoa que sempre amei odiar. Medíocre. Quando o grande desafia, ponha-se abaixo do seu lugar.
Enjoo, medo de altura e de se confinar. Medos e cansaços que deixam a visão turva e enxergam errado o reflexo do espelho que não se põe em seu lugar.
Sinto tudo retrocesso. Não basta só reconhecer o erro, tem que se parar de errar.   

quinta-feira, 27 de março de 2014

My[(our)] heartbreak remix

(...)
I didn't ask for this pain it just came over me
(...)
I'm so surprised you want to dance with me now
I was just getting used to living life without you around
I'm so surprised you want to dance with me now
You always said I held you way too high off the ground
You didn't see me I was falling apart
I was a white girl in a crowd of white girls in the park

You didn't see me I was falling apart
I was a television version of a person with a broken heart
(...)
You said it will be painless
The needle in a doll
You said it will be painless
It wasn't that at all

(...)
Oh, but your love is such a swamp
You're the only thing I want

And I said I wouldn't cry about it I
(...)
I won't be vacant anymore
I won't be waiting anymore

(...)
Jenny I am in trouble
Can't get these thoughts out of me
(...)
Baby you gave me pain and tears
Baby you left me sad and high


(Pink Rabbits e This Is The Last Time - The National)

domingo, 16 de março de 2014

O tempo passa, ainda te amo. Eu um dia me iludi que fosse acabar, mas fica. Se eu pudesse escoar para letras e depois queimar, deixar ir, eu o faria. Deus sabe como tentei. Essa obsessão é teimosia. Não morro, não vou embora. Eu Tântalo - te vejo, te desejo, qualquer pouquinho de você. Só para definhar na impossibilidade de ser.
Ainda assim, esperança. É mais fácil me convencer o utópico que me condescender a realidade. Talvez eu só sonhe demais. Talvez otimista de menos.
Tudo o que sei é que no meio da dança arrítmica do meu coração, é você quem ainda toca a música. E eu, já para lá de enjoada, para lá de cansada, perduro na dança de te ver distante e amargar por dentro. De escolher errado porque, dentre outras coisas, antes de tudo escolhi você. Por quê? Tudo porque eu queria conjurar este amor.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Os buracos na estrada dos tijolos amarelos

As vezes nós erramos pelos motivos mais tolos. As vezes, nem bem errar, mas só se prestar ao desnecessário e/ou acessório. Perdi as contas de quantas vezes caí nesta rede e, ainda que já não as saiba contar, meu cérebro se encarrega de repeti-las como se gostasse de me infligir o embaraço de revê-los, erros de ontem ou de anos atrás.
E, no entanto, não me arrependo. Não, desta culpa não morro. As vezes, olho para trás e não me reconheço, mas tudo bem porque já não sou aquela quem jaz ali. A gente muda, a gente cresce e, se foi aquele caminho qual me trouxe aqui e me guiou a hoje, como desejar que ele não existisse? A estrada dos tijolos amarelos está mais para alguma BR - alguns buracos, alguns trechos bons, eventuais pedágios e engarrafamentos. Mas como apreciar os bons caminhos senão tendo passado por piores? E ainda, a estrada e a vida são minhas e são belas, apesar de suas curvas e inconstâncias. 
Não me arrepender hoje não quer dizer repetir os mesmos erros amanhã. Não me arrepender hoje é assumir meus desvios e aprender com eles. Nunca deixei de fazer algo que quis, porque isso sim seria uma grande perda. O resto é estrada e história, seja para lembrar com um sorriso ou tentar perder no tempo. 

sábado, 25 de janeiro de 2014

Sem peso

A coisa mais linda de se carregar em malas é a vontade de aventura e um bocado de saudades. Memórias para ir e reminiscências para as quais voltar. E tudo de novo, cada vez mais cheio e cada vez com mais lugar.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Fantasma

Eu não preciso que você ou qualquer um me diga que não te amo. Eu sei que, seja lá o que amo, está em minha cabeça, não em você. O problema é que não vai embora. Não morre, não sai daqui.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Jukebox

I see you rushing now
Tell me how to reach you 
I see you rushing now 
What did harvard teach you?

(Sea of Love - The National)