Amor, seu cheiro está na janela. Uma brisa calma e um tabaco usado por qualquer um, mas que para mim é seu. Só não sei se é fumo ou saudade isso que me aperta o peito.
Amor, os dias já foram melhores. Hoje os sonhos pesam e eu já não sei o que eu quero. Nada parece no lugar e a existência anda fria.
Eu lembro de você todo dia; queria mesmo era viver em você. Acho que assim eu gostaria um pouco mais de mim. Queria viver no ontem. Eu queria estar bem.
Por enquanto, brisa e duvida. Imagino o mar por detrás dos prédios e você em algum lugar ali. Um convite que nada mais é que silêncio e ainda assim grita em mim.
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
quinta-feira, 4 de setembro de 2014
Um jardim árido
I grew it on me.
However, the clock is
ticking.
Those fingers pushing
from within
Trapped into this
cage of bones
Trying so desperately
to be seen past this rotten flawed flesh
All this beauty
The softness that I could
never give
Smothers me (smothers
me so sweetly)
I swallow your cotton
down my throat
I keep gasping for
air
All this beauty
That I could never
keep
Cherish
Receive
It runs away and
leave me damaged
Craving for something
that never was.
Still…
I grew it on me.
The hope
The hunger
I grew it on me.
sábado, 26 de julho de 2014
I love you
And I miss you dearly.
I miss your ground that guide me out of a dull existence.
[I never truly existed
before you;]
Actually, I am afraid
I cease to exist whenever you are gone.
You are in my mouth
My tongue
My thoughts
Myself.
Nevertheless, we are
the ones that can never be.
There is an ocean, a mountain and a river
between home and myself.
There are papers and
plans and stamps and ties and colours and life itself.
However, I am forever
afraid that I will never be until we are again.
[Even so, I am forever
sad that even forever would not be enough].
segunda-feira, 7 de julho de 2014
Labirinto
No início, matriz e primeira. Ali: invisível, ordinária e monótona. Uma compilação de rotina, frustração, palavras e devaneio que submerge sem nunca encontrar fundo. Vai sem razão, sem paixão, sem vida, arrastado pela correnteza como pedra morta no vazio infinito do que poderia ser. Afunda ainda com esperança de estar sobreaguando ao inundar.
Paralelo, brilha uma outra vida cheia de cor e vazio. Náiades louvam seus encantos, cantam sobre promessas que foram realidade. E você dança sobre a pálida luz de dias que duraram anos, ao som de uma alma singular e lúdica. Mas você não pode nadar neste rio... E um gole d'água parece tão pouco. A garganta arde e queima, certas vacâncias que a seiva não consegue calar. Durou uma canção. Estes foram seus mais adoráveis cinco minutos.
No meio e a frente, em tímida companhia caminha equilibrista. O que foi, o que é, o que será. Oscilando novamente entre o ontem e o amanhã, entre o amanhã e o nunca. Sou a teia, o inseto e a aranha. Incerta e insegura, caio cada vez mais em minha própria emboscada. Poderia ser real, se real fosse suficiente. Quem quer trilhar de novo seus passos remotos e omissos? Não me incomodo de calçar sapatos que não são meus e dizer que cabem, não fosse o risco de escorregar. O precipício, quatro olhos negros, cravados em meu medo de apenas ser. A teia é um vício. A teia é um vício porque o concreto nunca foi suficiente. As náiades doces... A amarga distância. A morte iminente. Viver: como e aonde?
domingo, 22 de junho de 2014
As rachaduras não se vão, eu as sinto pulsando atrás do gesso. Uma batida oca e assustadora na porta que não é obstáculo a transpor, batem por educação e me assombram a vontade. Já não sei se foram algum dia conjuradas, tenho certeza que vou as ver quando abrir os olhos. A poeira que se varre para debaixo do tapete ainda está ali. Ainda está ali. Não dá para colocar numa capsula, engolir e dizer que foi embora. Algum dia vai embora? Para sempre encarando a represa, seu concreto molhado e frio. No topo da muralha, olhando o falecido inimigo levantar-se ainda mais difícil de matar. Seu hálito gélido é sutil parte de minha respiração. Sem o suspiro, estou mais forte ou menos eu?
quarta-feira, 18 de junho de 2014
Me afogando em lama. Pisando e afundando as botas, abaixando e mordendo a terra, engolindo sua textura mole sem deixar sobrar. Consumindo merda. Pilhas de palavras que não acabam de dizer nada e a mesma coisa. Eu sinto meu cérebro contrair-se e deixo estar. Morrendo para entreter, tão entediada quanto alguém pode estar.
Inteligente para estar, rude para mudar. Nunca equilíbrio ou antes prepotência? Nervos de chaleira quente prontos para chiar. Qualquer pingo d'água é a última gota. De certa forma, aquela pessoa que sempre amei odiar. Medíocre. Quando o grande desafia, ponha-se abaixo do seu lugar.
Enjoo, medo de altura e de se confinar. Medos e cansaços que deixam a visão turva e enxergam errado o reflexo do espelho que não se põe em seu lugar.
Sinto tudo retrocesso. Não basta só reconhecer o erro, tem que se parar de errar.
quinta-feira, 27 de março de 2014
My[(our)] heartbreak remix
(...)
I didn't ask for this pain it just came over me
(...)
I'm so surprised you want to dance with me now
I was just getting used to living life without you around
I'm so surprised you want to dance with me now
You always said I held you way too high off the ground
You didn't see me I was falling apart
I was a white girl in a crowd of white girls in the park
You didn't see me I was falling apart
I was a television version of a person with a broken heart
(...)
You said it will be painless
The needle in a doll
You said it will be painless
It wasn't that at all
(...)
Oh, but your love is such a swamp
You're the only thing I want
And I said I wouldn't cry about it I
(...)
I won't be vacant anymore
I won't be waiting anymore
(...)
Jenny I am in trouble
Can't get these thoughts out of me
(...)
Baby you gave me pain and tears
Baby you left me sad and high
I didn't ask for this pain it just came over me
(...)
I'm so surprised you want to dance with me now
I was just getting used to living life without you around
I'm so surprised you want to dance with me now
You always said I held you way too high off the ground
You didn't see me I was falling apart
I was a white girl in a crowd of white girls in the park
You didn't see me I was falling apart
I was a television version of a person with a broken heart
(...)
The needle in a doll
You said it will be painless
It wasn't that at all
(...)
Oh, but your love is such a swamp
You're the only thing I want
(...)
I won't be vacant anymore
I won't be waiting anymore
(...)
Jenny I am in trouble
Can't get these thoughts out of me
(...)
Baby you gave me pain and tears
Baby you left me sad and high
(Pink Rabbits e This Is The Last Time - The National)
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